Sydney 3 Experiências Imperdíveis

Maior cidade da Austrália, Sydney é o tipo de lugar que impressiona pelo seu tamanho e que demanda tempo para ser conhecida em detalhes. E como tempo é um artigo raro em viagens turísticas, o jeito é ir abrindo caminho pelas suas ruas e percebendo as nuances de uma cidade que é ao mesmo tempo um grande centro financeiro e também uma cidade praiana. Uma cidade que anda de terno e gravata, mas que também faz bonito de short e havaianas. Se o grande esporte de australianos e visitantes é comparar Sydney e Melbourne, posso, pela minha experiência, dizer que Melbourne tem uma escala mais humana. Mas Sydney não deixa nada a dever em termos de diversão e grandes experiências. Quer conhecer algumas delas?

1 | Escalar a Harbour Bridge

Se você gosta de aventura e quer ver Sydney de um ponto de vista um pouco mais inusitado, experimente escalar um dos maiores símbolos da cidade: a Harbour Bridge. O programa, feito pela The Bridge Climb, não é exatamente barato: custa A$120 por pessoa (algo como R$ 250), mas é seguro, divertido e te proporciona a visão da cidade e a baía de um jeito que você dificilmente vai esquecer. A construção da Harbour Bridge iniciou-se em 1924, sendo oficialmente inaugurada em 1932. Custou mais de A$ 4 milhões, valor que foi amplamente questionado pela população da época, pois se achava que era necessário investir mais em escolas, saúde, etc. Um filme bem parecido com o que a gente tem visto aqui no Brasil ultimamente, né? Sua impressionante estrutura necessitou de 53 toneladas de aço e da força de mais de 1400 homens para ficar pronta. Mas todo esse esforço valeu a pena. Hoje, ela desponta imponente como um dos grandes símbolos de Sydney, ao lado da Opera House.

Nesse tour, os grupos são de no máximo 14 pessoas e você escolhe o horário em que quer fazer a escalada: dia, noite, pôr-do-sol ou ao nascer do sol. Antes de subir, há uma curta palestra e são fornecidos um macacão e vários equipamentos de segurança para os participantes. Para quem não está acostumado, o momento mais tenso é na subida, onde você tem que passar por alguns lances de escadas estreitas e bem íngremes. Passando daí, tudo fica mais tranqüilo e os próximos 1.332 degraus não chegam a ser um grande empecilho para quem quer admirar a beleza da vista lá de cima.

Duas coisas que você deve lembrar se for fazer esse programa: não beba antes de ir. Um teste de bafômetro é feito antes da subida e a depender do teor de álcool no sangue, você pode ser impedido de fazer o passeio.

A segunda é que é proibido levar câmeras, celulares ou qualquer coisa que possa despencar lá de cima e causar uma acidente com os carros nas pistas em baixo. Na verdade, todos os seus pertences ficam num armário trancado enquanto faz a escalada. Assim, as fotos do belo visual que você vai ver ter do topo serão tiradas pelo guia do grupo e depois lhe serão vendidas por um precinho nada camarada ao final da expedição.

2 | Conhecer a Opera House por dentro

Como o Bridge Climb dura no máximo umas 3 horas e meia, depois de descer da ponte você pode seguir para conhecer por dentro a outra atração que você viu lá de cima: a Opera House. Para isso, basta andar uns 20 minutinhos em direção à baía pelo simpático bairro The Rocks, o mais antigo de Sydney. Aqui, enquanto desce em direção ao mar, você aproveita para conhecer construções que remontam à fundação da cidade, além de dispor de vários pubs, restaurantes e bares bem interessantes para uma parada estratégica. Chegando no nosso destino, basta entrar na recepção para ver os caixas onde são comprados os tickets para o tour. Adultos pagam A$ 35 (cerca de R$ 75).

A Opera House foi criada Jørn Utzon, que venceu a concorrência numa repescagem comandada pelo mestre do design Eero Saarinem. Ele achava a maior parte dos projetos inscritos bem normais e, num lance de ousadia, apostou na proposta inovadora e inusitada do jovem arquiteto dinamarquês. Desde o início, a Opera House gerou debates acalorados no país. A obra, que era estimada pra ser construída em 3 anos, levou 16. E o seu custo, que estava orçado inicialmente em A$ 7 milhões, acabou estourando e foi a A$ 105 milhões.

Mas, a despeito de todas as desventuras na sua construção, que culminaram com afastamento do próprio Utzon da obra, a aposta se revelou certeira. Depois da sua inauguração, em 1973, a Opera House de Sydney, se transformou na marca registrada da Austrália. E Utzon se tornou um dos 2 únicos arquiteto a ter sua obra reconhecida como Patrimônio da Humanidade ainda em vida. O outro foi o nosso brasileiríssimo Oscar Niemeyer. (Mas o autor nunca chegou a ver sua obra pronta: no meio da construção, desentendeu-se com as autoridades sobre detalhes de acabamento, e prometeu nunca voltar a Austrália.)

3 | Visitar as Blue Mountains

Outro passeio imperdível para fazer a partir de Sydney é a visita às Blue Mountains. A menos de uma hora do centro, você vai deixar a metrópole agitada para trás para ver alguns dos cenários naturais mais bonitos da Austrália. A região das Blue Mountains é uma espécie de Chapada Diamantina à australiana e fica 60 km a oeste de Sydney. É possível chegar lá de carro ou de trem. No nosso caso, fomos de van pela Anderson’s Tour, empresa contratada para nos levar e que fez um excelente trabalho. É sempre bom lembrar que esse passeio consome um dia inteiro da viagem se for feito com a calma que ele merece.

Famosa pelo efeito de ótica que projeta uma luz azulada em suas montanhas – efeito causado com a ajuda das milhões de partículas de óleo lançadas na atmosfera pelos eucaliptos –, a região das Blue Mountains faz parte do território aborígene e é reconhecida como Patrimônio da Humanidade. Aqui, você vai encontrar florestas, cachoeiras, canyons, mirantes e muitas outras impressionantes atrações naturais, mas vai encontrar também pequenas e simpáticas cidades como Katoomba e Leura, habitadas por artistas e uma população pra lá de alternativa.

A aventura começa quando, logo depois de deixar o carro no estacionamento, você pega o bondinho panorâmico e começa a admirar a paisagem. Então, no meio do caminho, o piso fica transparente e você vai poder admirar um enorme precipício bem debaixo do seus pés. Você vai querer olhar pra todos os lados, mas o maior destaque vai mesmo para inacreditavelmente alta cachoeira Katoomba.

Chegando na estação final do teleférico, você acha que a emoção acabou, mas tem mais. Muito mais quando você entra no trem mais íngreme do mundo para uma curta viagem que mais se parece com a de uma montanha russa, com direito a túnel escuro e tudo mais.

Ao final da viagem você está no nível da floresta que viu lá de cima. Saindo do trem, você caminha por lugares históricos como a antiga mina de carvão local, passeia pelas trilhas sinalizadas dentro da mata, observa rios e cachoeiras ou, a depender do seu preparo, pode até mesmo fazer caminhadas mais longas com guias.

Mas a mais famosa atração das Blue Mountains são mesmo as lendárias formações rochosas conhecidas como “As três irmãs”. Existem muitas lendas sobre essa formação rochosa. Uma das mais conhecidas, a da tribo aborígene Gundugurra, diz que três irmãs se apaixonaram por três guerreiros de uma tribo vizinha inimiga. Como essa paixão era proibida, o feiticeiro da tribo as transformou em pedra como forma de evitar o casamento. Só que em uma guerra, esse mesmo feiticeiro foi morto e ninguém mais tinha o segredo para traze-las de volta ao mundo dos humanos, ficando as 3 irmãs eternizadas na forma de rocha. Há uma trilha que leva até elas, mas pra quem não quer encarar a caminhada, o melhor ponto para avistá-las é do mirante Echo Point.

O passeio às Blue Mountains passa ainda por diversas atrações e o que fazer por lá depende muito da sua disponibilidade de tempo. A verdade é que nessa região você pode passar dias fazendo diversos programas diferentes e nunca cansar pois o lugar é verdadeiramente uma joia da natureza. Confesso que deu vontade de fazer uma viagem para a Austrália só pra ficar lá explorando a região.

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